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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Projeto Multidisciplinar | Caso 2 | Avaliadora

Greice Oliveira
Relato de Avaliadora:

“Com este paciente realizamos as dobras cutâneas e circunferências para acompanhar percentual de gordura e massa muscular em cada membro, uma vez que não existe fórmula através da avaliação antropométrica que se encaixe. Estamos viabilizando uma avaliação por meio de bioimpedância para comparação.”

Projeto Multidisciplinar | Caso 2 | Educadores Físicos

Elenara Jahn e Gabriel Diehl
Relato de caso: 

Cadeirante com problema sério de epicondilite, cujos objetivos são reduzir o percentual de gordura e aumentar a massa muscular. Para isso trabalhamos com circuitos de exercícios aeróbios com variação de intensidade, onde intensificamos o controle e a correção da postura dos movimentos dos membros superiores e tronco. Juntamente com o reforço muscular, principalmente, da musculatura dos braços e das costas, a fim de reduzir a anteriorização dos ombros e o desconforto nos cotovelos.”

Projeto Multidisciplinar | Caso 2 | Profissional da Saúde

Roberta Braga Sangalli - Fisioterapeuta
Currículo:

Formada em Fisioterapia. Formação em facilitação neuromuscular proprioceptiva. Pós graduação em fisioterapia neurofuncioncional. Responsável pelo setor de fisioterapia neurofuncional no consultório de fisioterapia em são Leopoldo.

Relato de caso: 

“Pablo sofreu  acidente moto há 14 anos. Ocorreu um traumatismo raquimedular com lesão da quinta vértebra torácica. Em conseqüência desta lesão medular o paciente Pablo perdeu a sensibilidade e os movimentos da cintura para baixo. Além da lesão medular também teve a fratura cominutiva da glenóide sendo necessário realizar uma prótese no ombro esquerdo. Em decorrência desta fratura o início da reabilitação foi mais complicado. Pablo foi para o hospital sara em Brasília fazer o processo inicial da reabilitação. No ano de 2007 iniciou o tratamento na clínica de fisioterapia em são Leopoldo sob minha responsabilidade. Realizamos inicialmente o fortalecimento de membros superiores pois ele chegou com dores nos cotovelos mais precisamente nos epicondilos mediais e laterais direito e esquerdos  anteriormente a analgesia. Quando a dor diminuiu realizamos o inicio do trabalho de fortalecimento de tronco e de treino de marcha nas barras paralelas. Inicialmente foi difícil a realização da marcha pois fazia muito tempo q o paciente não ficava em pé. Mas com a evolução do tratamento a marcha foi se aperfeiçoando e hoje consegue dar os passos com maior simetria e com menor gasto energético. O tratamento fisioterapêutico deve ter uma regularidade e por um período indeterminado porem percebemos que sempre existem ganhos que facilitam a realização das atividades de vida diárias do paciente melhorando sua qualidade de vida.”


Projeto Multidisciplinar | Caso 2 | Paciente

Pablo André Flôres – 37 anos – Servidor público
Relato do Paciente:

"Uso cadeira de rodas há 13 anos em decorrência de um acidente de moto que me deixou como seqüela uma lesão na medula espinhal na 5ª vértebra torácica.
Após a primeira fase de recuperação pós-traumática, que compreendeu uma internação de 30 dias na Rede Sarah, em Brasília, num programa de reabilitação que julgo essencial, identifiquei o quão importante seria para minha vida praticar atividade física. Além da fisioterapia, no início de 2002 comecei a fazer atividade física na piscina, com atividade aeróbica e anaeróbica, visando, acima de tudo, trabalhar o fortalecimento dos membros superiores.
Fiz isso durante, aproximadamente, cinco ou seis anos. Mas, infelizmente, por razões de ordem profissional, parei com as atividades físicas regulares, embora tenha mantido a freqüência semanal da fisioterapia. Depois de algum tempo sem exercícios, os meus cotovelos acusaram o golpe e não param de incomodar. Os epicôndilos, de ambos os cotovelos, foram diagnosticados com epicondilite, ou seja, estão infamados.
As causas são conhecidas: uso excessivo – afinal, quem se locomove com cadeira de rodas está permanentemente utilizando os membros superiores para todas as atividades diárias; – falta de exercícios físicos – uma vez que eles fortalecem a musculatura dos braços e antebraços; – falta de alongamento.
Assim, ao ingressar no Projeto Multidisciplinar promovido pelo Atelier da Saúde, tenho por objetivo principal reforçar a musculatura dos membros superiores, garantindo a eliminação das dores que me incomodam, além de realizar exercícios aeróbicos, que me permitam aumentar a minha capacidade cárdio-respiratória, além, é claro, de manter a forma física, vontade essa inerente a qualquer ser humano minimamente preocupado com a vaidade, ou vocês acham mesmo que pessoas com deficiência não têm essa preocupação? No longo prazo, o objetivo é melhorar a minha qualidade de vida e evitar o aparecimento de novas lesões similares as atuais.
No mais, o Projeto Multidisciplinar do Atelier da Saúde proporcionará a interlocução entre os profissionais que me atendem, no caso, duas fisioterapeutas e um clínico, condição essa que entendo indispensável para que o completo atendimento das necessidades e expectativas dos pacientes/clientes preocupados com a saúde."